Justiça Vem Reprimindo Práticas Abusivas Dos Bancos Nos Financiamentos

Os bancos vêm sofrendo sucessivas derrotas nos tribunais relativamente à forma como evoluem a dívida dos consumidores de serviços bancários.

Nas diversas espécies de contrato de financiamento são encontradas práticas vedadas pela legislação, mas que são largamente utilizadas pelas instituições financeiras.

Entre elas se encontram: a utilização da tabela price como sistema de amortização; a cobrança de juros capitalizados (juros sobre juros); a exigência de comissão de permanência cumulada com outros encargos moratórios; multa em percentual acima de 2%; entre outros valores indevidamente exigidos.

Diversas empresas que utilizam com freqüência o limite do seu cheque especial (abertura de crédito em conta corrente) muitas vezes acabam nem percebendo o elevado valor de encargos que lhes é cobrado, pois tal valor é debitado automaticamente na sua conta corrente.

Nestes casos não resta outra alternativa aos consumidores desses serviços a não ser a discussão judicial dos valores que estão sendo exigidos, em virtude da constante recusa dos bancos em reduzir os valores cobrados para clientes que não possuam ação judicial.

Os tribunais vêm dando ganho de causa a esses consumidores, vedando os bancos de prosseguir com essas práticas abusivas, o que acaba por reduzir consideravelmente os valores que eram exigidos.

Cientes disso, muitas instituições acabam por promover mutirões de conciliações para esses clientes que estão em litígio judicial, onde aí sim passam a oferecer condições mais vantajosas para acordo.

Desse modo, fica o alerta para que tanto empresas como pessoas físicas atentem para os valores que lhe estão sendo exigidos de encargos bancários nas diversas espécies de financiamentos para, quando entenderem que podem estar sendo abusivos, procure um advogado para apreciar atentamente o caso e verificar a viabilidade de uma revisão judicial desses contratos.